Quarta, 16 de janeiro de 2019
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26/12/2018 às 20h27

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Leme / SP

Em depoimento, João de Deus diz não se lembrar de mulheres que acusam
Ele também nega que tenha cometido crime
Em depoimento, João de Deus diz não se lembrar de mulheres que acusam
Medium João de Deus presta depoimento

Em seu primeiro depoimento ao Ministério Público de Goiás, João Teixeira de Faria, 76, o João de Deus, afirmou nesta quarta-feira (26) "não se lembrar" das mulheres que o acusam de abuso sexual. Ele também negou que tenha cometido qualquer crime em seus "atendimentos espirituais", informou o advogado Alex Neder, que integra a equipe de defesa.


"Ele respondeu a todas perguntas dos promotores. Negou peremptoriamente que tenha cometido qualquer tipo de abuso sexual. Ele sempre fez atendimentos acompanhado de várias pessoas. Ele não se lembra de nenhuma das mulheres que o acusam", disse Neder ao UOL


O advogado afirma que João de Deus "está muito debilitado" por causa de sua condição de saúde (ele é cardiopata) e que não recebe atendimento médico no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde está preso preventivamente (sem previsão de soltura). Durante a tarde, policiais do Deic (Delegacia Estadual de Investigações Criminais) devem ouvir a mulher de João de Deus, Ana Keyla Teixeira, em Goiás.


João de Deus chegou ao MP por volta das 10h sob forte escolta policial. O depoimento durou cerca de uma hora e e meia. Os promotores receberam quase 600 denúncias por e-mails de pessoas que se dizem vítimas de assédio ou abuso. Desses casos, 78 foram ouvidos pela força-tarefa que conta também com agentes da Polícia Civil. De acordo com o MP-GO, das potenciais vítimas do médium, onze moram no exterior: Estados Unidos (4), Austrália (3), Alemanha (1), Bélgica (1), Bolívia (1) e Itália (1)


 


O MP-GO informou ainda que os casos em investigação dizem respeito a crianças, adolescentes e mulheres com idades de 9 a 67 anos. Em duas operações da polícia com o Ministério Público, na semana passada, a força-tarefa apreendeu R$ 1,6 milhão em espécie, armas, medicamentos em endereços ligados a João de Deus. Também foram localizadas dezenas de pedras que podem ser preciosas e um fundo falso, dentro de um guarda-roupa, onde estava um cofre vazio


O advogado de João de Deus, Alberto Toron, negou que o dinheiro seja ilícito. Segundo Toron, as quantias eram guardas em cofres por "medo de assaltos". Em razão das armas sem registro, foi expedido um segundo mandado de prisão. Sobre essa investigação, testemunhas estão sendo ouvidas

FONTE: UOL

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